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quinta-feira, 24 de junho de 2010

Bonézinho Amarelo

Reescrita do Conto Chapeuzinho Vermelho para Bonezinho Amarelo.
ESSA REESCRITA, TAMBÉM UMA DE MILHÕES QUE EXISTEM E PODEM EXISTIR.
PEDIMOS PARA QUE NÃO CONTE ESSA HISTÓRIA À CRIANÇAS, POR CONTER TERMOS INADEQUADOS PARA FALAR NO DIA-A-DIA.

Era uma vez uma menina chamada Odete. Morava na floresta com seu tio Ernesto, que tinha um lobo de estimação. Já à alguns quilômetros dali moravam juntas sua mãe e sua avó.
Um dia o lobo estava ruim, e decidiram ir a pé até a cidade ao veterinário. Foram. O veterinário disse que o lobo estava à beira da morte e que precisava de carne humana para sobreviver. Saindo dali, Ernesto e Odete, mais conhecida pelos seus amigos como Bonezinho Amarelo estavam muito tristes, eram "bondosos" (até parece), mas espantosamente ficaram malvados:
-Tio, sabe o que é, a vovó não me dá dinheiro pra comprar bala, não dá dinheiro pra comprar paçoca, não dá dinhei...
-É mesmo Boné, eu peço dinheiro para pagar o aluguel e ela não me dá. Ela é mais rica que o Bill Gastei, me dá uma raiva às vezes... Ela dá tudo pra sua mãe e nada pra mim, absolutamente nada!
-Você quis dizer Bill Gates?
-Que seja Boné! Onde você quer chegar com a história da paçoca e da bala, do pé-de-moleque?
-Mas eu não falei pé-de-moleque!
-Ah Boné, você entendeu...
-Tá. Já que estamos aqui no centro da cidade venha comigo, mas não vai poder amarelar!
-Amarelar? Eu nunca amarelei em minha vida! Nunquinha da Silva! Mas amarelar em que?
-Você vai ver. --! E eu sei que você não amarela, até quando te desafiaram a enfiar a cabeça no vaso sanitário e dar descarga você não amarelou! Foi bom?
-Bom... É... Ah menina! Que pergunta energúmena! Vamos logo onde você quer ir!
No caminho o lobo estava com a cara pálida, parecendo que já estava "chutando o balde".
Chegaram à uma casa bonita, chiquérrima, e ao lado a loja das roupas mais caras da cidade:
-Bonezinho Amarelo, porque me trouxestes aqui? Onde estamos?
-Titio! Vai dizer que não lembra onde é aqui?
-Não! Não sei nem como faz arroz, você que cozinha pra mim com 6 anos, e ainda pergunta se eu lembro onde é aqui se eu nunca vim aqui e se eu tivesse vindo aqui eu...
-Cala a boca! Jumentisse dos burro! Tá bom! Jumentisse e amnésia das grandes! Foi aqui que você cresceu, morou quase sua vida inteira! Lembrou agora?
-Ah sim Boné! Aqui é a escola dos Louva-a-Deus, lembrei, he-he! E aqui é a loja de roupas da diretora Marmela Eriuva... nunca mais esqueço desse nome!
-Titio! Eu não gosto de te chamar de burro, mas se inventassem outra palavra com o mesmo sinônimo eu começaria a chamar-te por ela! Primeiro: Aqui é a casa da vovó e da mamãe, a loja ao lado é a loja da vovó! Segundo: Você me leva para a escola todos os dias, a escola em que eu estudo é a que você estudou... Ai Deus! Explicar coisa pra burro é muito difícil! Resumindo, o nome da diretora é Carmela, mas todo mundo chama ela de Carmela É A Ruiva, bicho...
-Calma Boné, essa é a milionésima décima vez que você me chama de burro hoje!
-Epa! Até que enfim lembrou de algo da matemática, bicho bu...
-Tá, tá, tá! Voltando à trás, o que viemos fazer aqui?
-Tudo bem, agora eu digo. Nós amamos o queridinho lobinho, e ele precisa de carne humana pra sobreviver, lembra quando matamos o Diego Derantonio?
-Cala a boca Boné! Foi você que matou, aquele infeliz mereceu, aquele... aquele... corrupto!
-Mas foi você que pôs a faca em minha mão! Só pra você não ser preso. Posso voltar à trás deeeenovo?
-Sim!
-Então, como já matamos o Diego Derantonio, podemos matar mais! A vida do lobo, que já nos livrou de tantas coisas como bandidos, policiais, assaltos, roubos vale mais que a vida daquela vagabunda da vovó que está com o bolso cheio e não dá dinheiro pra ninguém, vou ser bem clara, você disse que não ia amarelar! Hoje mesmo, de manhã, liguei para a mamãe e ela disse que ia sair e só voltar meia-noite. Agora é cinco horas da tarde. Entraremos na casa dela como visita, mataremos-a, cortaremos um pedaço dela, daremos ao lobo e vamos embora, ninguém vai desconfiar de nada! Não tem ninguém na rua, podemos tomar um banho aí mesmo, limpar as evidências que vão ser bem poucas, já tenho luvas aqui e alguns equipamentos que eu sempre levo para algumas emergências, e você vai ter que topar senão conto seus podres para a polícia!
-Que idéia ótima! Aquela velha não vale nada mesmo! Há-há-há! E parabéns por seus equipamentos de emergência: Machado, luvas grossas, facão, veneno na seringa... Mandou bem! Há, há, há!
E entraram. Vovó ficou muito feliz, conversaram e conversaram. O lobo ficou esperando escondido lá fora. Na hora H, vovó resolveu sair para ir comprar coisas nobres para um jantar especial à três. Ernesto resolveu deixar, teriam mais tempo para se preparar. Quando ela foi ao hipermercado, os dois rodearam o enorme casarão, à procura de itens valiosos. Chegaram ao escritório, tiraram quadros da parede achando uma porta secreta. Abriram e... um cofre! Estava aberto! Já estavam desistindo da vida do lobo e da morte da vovó, tiraram sacolonas do bolso e encheram dezenove!!! Muitíssimo dinheiro! Foram embora, de tanta felicidade esqueceram até do lobo, que foi atrás:
-Há, há! Boné, corre, corre e corre! Vamos poder comprar, nem sei dizer! Dezenove sacolas cheia de notas de cem reais! Há, há, há!
-Cala a boca e corre titio! Já penso alguém ver a gente?
E quando a vovó chegou, abrindo o portão olhou para trás. Viu os dois correndo com sacolas vazando dinheiro. Correu para dentro, desconfiada olhou o cofre e... Morreu de enfarto. Mas também, todo o dinheiro que ela trabalhou duro a vida inteira viu indo pelos áries! Queria o que?
Na manhã seguinte, Ernesto e Odete acordaram muito felizes. Na hora que acordaram já receberam o telefonema tão esperado:
-Alô, quem tá falando?
-É eu mamãe! Tudo bem? - perguntava bem cínica, Bonezinho Amarelo.
-Não filha! Eu quero falar com seu tio, acho melhor ele saber primeiro.
-Tudo bem! (voz ao fundo: TITIOOOOOOOOOOOO!)
-Oi Arlinda, beleza?
-Não Ernesto, mamãe morreu! (choro).
-O que? Não pode ser! Aaaah! (choro falso).
-Seu ímbecil! Foi você que roubou o dinheiro nosso e por isso ela morreu! Vi tudo pelas câmeras de segunrança, já chamei a polícia e ainda fica chorando falsamente! Corre daí senão vai morrer! Hihihihihihihihi!
-Tum, tum, tum tum...
Arlinda, mãe de Odete, já havia chamado a polícia, pois viu na câmera de segurança o motivo da morte da mãe. Ernesto ficou desesperado:
-Ah Boné! Pelo amor de Deus! Ajuda eu pegar as sacolas e vamos sair daqui o mais rápido possível!
-Seu burro! Culpa sua! Escutei tudo, estava no Viva Voz, a vovó deve ter tido um enfarte quando viu o dinheiro dela sumido e morreu. Antes de dormir te avisei que era pra fugirmos o mais rápido possível, mas não me escuta! Pega as sacolas e vamos embora logo!
Quando estavam saindo da casinha viram o lobo morto no chão, se espantaram mas não ficaram tristes, imaginaram que com aquele dinheiro todo não precisavam de um lobo inútil. Sairam correndo. Quando já estavam cansado pararam e deitaram.
Bonezinho avistou mais ou menos seis policiais correndo por ali, e acordou seu tio que estava cochilando:
-Acorda titio!!! Vamos embora daqui!
-O que? Como?
-Olha lá!
-Ah céus Boné! Agora não dá mais tempo! (choro verdadeiro) Fui entrar no seu planinho e acabei perdendo a mãe e por causa do dinheiro roubado perdemos o lobo, eu vou preso e você vai com sua mãe que sempre te protege. Sua burra, burra, burra! Depois eu sou burro!
-Você que é um burro e meu planinho foi ótimo. Ajuda eu levar essas sacolas de dinheiro, se conseguirmos fugir tudo acabará ótimo!
-Não, não e não. Culpa desse dinheiro minha vida acabou aqui. Passarei o resto da vida na cadeia, olha ai, eles nos viram! Ah!
E no mesmo momento Ernesto retirou álcool do paletó jogando nas sacolas, do outro bolso tirou um esqueiro e jogou em cima delas:
-O que você fez? Seu burro, burro! Tio, olha o que você fez, burro, burro! Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh que raiva!
Por que fez isso?
- (chorando) Perdi a mãe, meu lobo companheiro, perdi a vida aqui agora, com certeza já estou com prisão perpétua por roubar tudo isso então não darei o prazer pra você e sua mãe gastar todo esse dinheirinho enquanto eu estiver preso.
E no mesmo momento policiais agarraram Ernesto e uma mulher segurou Bonezinho. Levaram Boné para a casa com sua mãe. Os outros policiais, ainda espantados por terem visto milhões voando em vapor levaram Ernesto para a delegacia. O delegado mandou fazer um exame nele, pois não achava-o normal. O resultado deu que ele era louco. Com pena do sujeito, o delegado soltou-o, só prendeu todos os seus míseros bens. Foi ai que ele ficou mais louco ainda!!!

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